COMO SE VIVÊSSEMOS OS ÚLTIMOS MOMENTOS
- 25 de agosto de 2021
Certo irmão recebeu uma mensagem que dizia: “viva o hoje”. Isso aconteceu justamente na semana que tinha presenciado um grave acidente com aparente morte da vítima. Qual e como será nossos últimos momentos?
- Por Anna
- Em Destaques
Certo irmão recebeu uma mensagem que dizia: “viva o hoje”. Isso aconteceu justamente na
semana que tinha presenciado um grave acidente com aparente morte da vítima.
Qual e como será nossos últimos momentos?
Lembro de dar assistência a um irmão de quase 100 anos, muito acamado e preocupado de como
tinha vivido e se tinha resolvido todas suas questões familiares.
Essas são questão interessantes e importantes, pois tem a ver com nossa paz de outros que
amamos.
Creio que saber viver requer lidar com o presente na eminência do futuro, até por que o presente a
cada minuto ou hora vira passado.
Nesse sentido, me impressiona profundamente o relato do Evangelho de João dos últimos
momentos de Jesus com seus discípulos.
Tendo como ponto de partida o lava pés, vemos Jesus amando de modo pleno seus discípulos,
pois não só o capítulo 13 começa dizendo "tendo os amado os amou até fim" como também os atos do
lava pés nos demonstra a profundidade deste amor.
No lava pés Jesus se põe a serviço de seus discípulos; oferece perdão a Judas, ensina pacientemente a
Pedro, e dá o exemplo de que amar é servir, perdoar e ter longaminidade.
Em João 15 o Senhor nos oferece o seu sustento como videira e a bênção de saber
que se permanecermos em seus mandamentos ele nos fará produzir fruto e nos sustentará.
No capítulo 17 Jesus expõe todo seu amor não só pelos discípulos como por nós, pois roga a
Deus por eles e por nós, para que vivamos em sua unidade e para que sejamos libertos do mal.
Em João 21 o Senhor Jesus demonstra todo seu amor restaurador e perdoador que permite a
Pedro, que O negou três vezes, a afirmar três vezes que o amava, restaurando Pedro de qualquer
sentimento de e lhe dando em troca a missão de apascentar o Seu rebanho.
Precisamos viver como nosso mestre.
Precisamos viver como se nossos momentos no presente fossem os últimos, mesmo porque não
sabemos se talvez não seja.
Devemos viver amando de modo firme e incessante.
Temos que viver já, uma vida humilde de serviço, de perdão e de longaminidade para com todos
que estão ao nosso redor, tanto os que estão ao nosso lado como os que nos negam e nos traí, mesmo
que isto exija de nós nos despojarmos e dobrarmos de nossa “condição de certeza”.
Aprendi que estar certo nem sempre é algo que precisa ser explicitado ou se sobrepujar a outros.
É momento de buscarmos a unidade com o Pai e de orarmos pelos que nos estão próximos e dos
que estão longe, mas são parte da família de Deus.
É tempo de aceitarmos a oferta de perdão de Cristo as vezes que o negamos com palavras, atos
e/ou omissão. E hora de buscarmos a restauração daqueles que negaram ou estão longe do mestre, mas
podem receber o seu amor.
Tempo de vivermos a nossa vida como se vivêssemos os últimos momentos.
É hora de vivermos intensamente como Jesus viveu todos os dias entre nós.
De amar, cuidar e dedicar-se a cônjuge e família, a amigos e pessoas amadas. As necessitadas.
E se porventura você que neste momento está ouvindo a vós do Espírito, creia no
Senhor e aproveite este momento para Cristo como se fosse o último. E creias “verás a glória de Deus.”
Deus o abençoe e até a próxima reflexão.
Obrigado por fazer parte e apoiar a Comunidade Diálogo Cristão
Pr. Alex Ribeiro Carneiro